sábado, 21 de março de 2015

GERONIMO STILTON VISITA D. CARLOS I

No âmbito das comemorações da SEMANA DA LEITURA 2015, a BECRE D. CARLOS I recebeu a visita de Geronimo Stilton em carne e ... peluche!!!



Este herói da literatura infanto-juvenil, que dispensa apresentações e tem ajudado à criação de hábitos de leitura entre os mais jovens, foi recebido com verdadeira euforia por crianças que traziam nas mãos muitas cópias das suas excitantes aventuras.

A atividade de promoção do livro e da leitura dirigiu-se maioritariamente aos alunos do 1.º Ciclo - 2.º e 4.º A; 3.º A; 3.º B; e 4.º A - e consistiu na visita de um ator vestido com a mascote do Geronimo Stilton acompanhado por uma animadora da leitura que contou uma história aos alunos . 



A narração da história foi feita com a ajuda destes fãs entusiasmados que conheciam ao detalhe todos os pormenores deste ilustre habitante da ilha de Ratázia, nomeadamente que o nome do protagonista deriva de uma marca de queijo Inglesa e que a verdadeira escritora dos livros de Geronimo Stilton se chama Elizabetta Dami.

Após a narração da história, o vencedor do prémio "Ratitzer" respondeu com imensa graça a todas as questões que os seus admiradores lhe quiseram colocar, conversou com cada um deles, e autografou os livros que trouxeram de casa.

Destaque-se um aluno do 3.º Ciclo que apareceu com uma mala cheia de livros para ser autografada por este curioso camundongo.


Todos os alunos receberam um saco com muitas surpresas relacionados com o simpático Stilton.


Com o apoio da Editora Presença, a BECRE recebeu também a oferta de vários livros para engrossar o seu fundo documental e ajudar a fazer face à procura dos livros deste ratinho que recebeu o Prémio Andersen em 2001 como personagem do ano, tendo um deles conquistado mesmo o prémio eBook Award 2002 como melhor livro eletónico infantojuvenil.


QUEM É GERONIMO STILTON?

Geronimo Stilton não é um ratinho comum. Habitante ilustre da ilha conhecida como Ratázia, o camundongo é formado em Ratologia da Literatura Rática e em Filosofia Arqueorrática Comparada. Há vinte anos que dirige o jornal mais famoso na Ilha Dos Ratos: O Diário dos Roedores, onde seus esforços lhe renderam o “Prémio Ratitzer” pelo furo jornalístico "O Mistério do Tesouro Desaparecido".
Geronimo Stilton é um rato medricas, com grande coração. Ele e a sua família, a irmã Tea, o sobrinho Benjamin, o primo/melhor amigo Esparrela, vão em grandes aventuras, pelo mundo dos ratos. Nos tempos livres, Stilton coleciona cascas antigas de Parmesão do século XVIII, joga golfe e, acima de tudo, adora contar histórias ao seu sobrinho preferido, Benjamim.

sexta-feira, 20 de março de 2015

TEATRANDO_LEITURAS ENCENADAS PARA A FESTA DA LEITURA

Guardando em mente o tema da 9.ª Edição da Semana da leitura - PALAVRAS DO MUNDO - as Professoras Dora Justino, Cristina Didelet e Sandra Pratas, decidiram dinamizar leituras encenadas para comemorar esta celebração das palavras que tivesse por pano de fundo histórias do mundo lusófono.
Assim sendo, e com base na obra Príncipes, Rãs e Feiticeiros, a Professora Dora Justino encenou com o 5.º A uma história que nos transportou para o misticismo e o colorido do Brasil a partir da história "Os Amores de Uirapuru-conto tradicional do Brasil". 




A Professora Cristina Didelet, a partir do conto "As Filhas de Faram - Conto tradicional da Guiné" e com a ajuda dos jovens atores do  7.º D, 7.º E e 7.º F, levou a plateia até aos ritmos e cheiros quentes de África.







E para representar Portugal, a Professora Sandra Pratas encenou a leitura da história "O Caranguejo Verde" da grande Luísa Ducla Soares em que acompanhamos a viagem interior de uma personagem que ao perder-se pelo mundo se descobre a si própria e se aceita tal como é. 



O ESPANTALHO-ENAMORADO DE GUIDO VISCONTI

Para a SEMANA DA LEITURA e em colaboração com o Clube "Green Pirates and Princesses", a BECRE D. CARLOS I dinamizou a história de O Espantalho Enamorado de Guido Visconti para as duas salas do Jardim de Infância e para as turmas do 1.º e 2.º A e 1.º A da EB1 D. Carlos I.


No final da narração, e atendendo a que as salas do JI construíram espantalhos para a horta dos ecológicos Príncipes e Princesas, os alunos foram plantar a menina-espantalho junto do seu Gustavo, para que, tal como nesta história altamente poética, os dois enamorados pudessem estar eternamente juntos aconchegados pela amiga Nortada e velados pela Lua. 


O Espantalho Gustavo está apaixonado por uma menina-espantalho que se chama Amélia, e sonha um dia juntar-se a ela no cimo da colina. Como o amor triunfa sempre, quem sabe se conseguirá...





EQUINÓCIO DA POESIA

O que é a poesia?

[...] a poesia, apesar de se fazer com PALAVRAS; está muito para além delas. É aquilo que essas palavras conseguem levar e depositar no nosso coração. E para que isso aconteça, não é preciso que sejam complicadas, frases elaboradas, rimas perfeitas. [...] É outra coisa. Que não se consegue nomear mas que se sente. [...]

E não há uma maneira única de escrever poesia. Há quem, através da poesia, conte uma história; há quem recorde um pequeno pormenor que lhe chamou a atenção; há quem evoque cenas familiares; há quem evoque cenas familiares; há quem escreva sobre um cheiro ou um olhar; há quem simplesmente, brinque com as palavras e os seus sons. [...]

Alice Vieira, O meu primeiro álbum de poesia

Haverá certamente múltiplas tentativas de tentar descortinar o mistério profundo que a poesia encerra, o porquê de a poesia continuar a exercer sobre os adultos e sobretudo sobre as crianças um efeito hipnotizante, deixá-los num estado encantatório. Como diz Alice Vieira, a poesia é outra coisa que vai muito para além das palavras, é algo que não se consegue nomear mas que se sente.


E foi para participar neste mistério que no dia 20 de março de 2015, alunos do 6.º C e 6.º G bem como outros alunos convidados vieram à BECRE recitar poesia favoritas, ou no caso de alguns alunos, dar voz aos seus próprios poemas. 

Destacamos ainda a participação de alguns Encarregados de Educação que acederam ao nosso convite de vir partilhar poemas e comemorar a 9.ª Edição da SEMANA DA LEITURA.






Destacamos ainda o magnífico poema criado pela aluna Inês Santos do 8.º F propositadamente para este evento:








quinta-feira, 19 de março de 2015

AS VINHAS DA IRA _FILME DE JOHN FORD

No âmbito das atividades da SEMANA DA LEITURA 2015 e com o intuito de apoiar o desenvolvimento do currículo da disciplina de História, os alunos do 9.º F e 9.º E que se encontram a estudar a Grande Depressão foram convidados a vir à BECRE D. CARLOS I visionar o filme AS VINHAS DA IRA, inspirado no livro de John Steinbeck com o mesmo nome.







Este filme encontra-se em sétimo lugar entre os filmes mais inspiradores de todos os tempos na lista de 2006 do American Film Institute e relata a a história de uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia.



Sinopse:


Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial. 



BECRE D. CARLOS I GANHOU CANDIDATURA A UM ATELIER SMAS

A Biblioteca Escolar D. Carlos I, com base nos projectos dedicados à proteção ambiental desenvolvidos na escola, candidatou-se a um atelier de sensibilização ambiental do SMAS-SINTRA no valor de 500,00€, tendo a mesma candidatura sido aprovada. 

A candidatura teve por base o Projeto "Ventos de Mudança", em marcha na EB D. Carlos I, e apoiou-se no facto de este atelier complementar os conteúdos sobre sustentabilidade trabalhados no 7.º e 8.º anos no âmbito da disciplina de Físico-Química, pretendendo-se com esta atividade apoiar o desenvolvimento do currículo.

Assim sendo, integrando as comemorações da SEMANA DA LEITURA 2015, os SMAS financiaram a vinda da Companhia Teatral Valdevinos à nossa escola no dia 19 de março de 2015, bem como irão disponibilizar à BECRE D. Carlos I em maio uma exposição itinerante intitulada “Consciencializar, Alertar e Sensibilizar”.



Para além da forte mensagem ambiental e da crítica social que encerra, este espetáculo provou a imortalidade do teatro de marionetas. Alunos habituados ao novo paradigma tecnológico e digital renderam-se à magia destas criaturas que ganham vida nas mãos dos artistas que as manipulam. O teatro de marionetas, que fez parte dos costumes de outras outras gerações, continua a ser atualmente um deslumbre inusitado para o olhar dos mais jovens. 

Pelos olhos brilhantes dos alunos de oito turmas do 2.º e 3.º Ciclos que assistiram às duas sessões deste espétaculo perpassou um vasto espetro de emoções que foi da alegria à comoção e ao deslumbramento.

Obrigada ao SMAS e à Companhia de Teatro Valdevinos por nos terem feito sonhar com um mundo melhor e mais sustentável! 







E já agora visitem a nova casa da família VALDEVINOS na CASA DA MARIONETA em JARDIM DA ANTA NO CACÉM, um lugar onde se pretende oferecer momentos de encontro com a cultura teatral, musical, literária, estabelecer laços com a comunidade, desenvolver com escolas e instituições, projetos que aperfeiçoem um melhor conhecimento em torno do teatro de marionetas.

E para desmistificar a ideia de que as marionetas são apenas para crianças, vejam um pouquinho do filme A dupla vida de Veronique de Kieslowski com a fantástica música de Zbigiew Preisner.



quarta-feira, 18 de março de 2015

LEITURAS COM AVENTURAS

Na Semana da Leitura e da responsabilidade da Professora Cristina Calado, foram muitas as leituras com aventuras dos alunos do 7.º G que, ao lado de Ulisses, enfrentaram ciclopes, medusas, sereias e deuses nos mares misteriosos da Odisseia de Homero, recontada por João de Barros. Uma aula de Português repleta de leituras intemporais na biblioteca!

O 7.ºA também quis registar as comptines que recitaram nas aulas de francês e em conjunto ilustraram um OUTDOOR na biblioteca!






BEST READER COMPETITION

Integrando as atividades da Semana da Leitura 2015 da BECRE D. CARLOS I e numa iniciativa do Subdepartamento de Inglês, realizou-se nos dias 18 e 19 de março de 2015 o Concurso de Leitura em língua Inglesa BEST READER COMPETITION.








 O Concurso dirigiu-se a todas as turmas do 3.º Ciclo que elegeram dois dos seus melhores leitores em Língua Inglesa para as representarem e disputarem esta renhida competição.

Os resultados serão conhecidos no início do 3.º Período.


terça-feira, 17 de março de 2015

O ESPANTA-PARDAIS_UMA ODISSEIA POÉTICA_LEITURA COM FANTOCHES

No âmbito da SEMANA DA LEITURA 2015, a Equipa da BECRE D. CARLOS I, levou a cabo a leitura com fantoches de O Espanta-Pardais de Maria Rosa Colaço para as turmas do 2.º A; 3.º A; 2.º e 4.º A; 3.º B e 4.º A da EB1 D. Carlos I. 








Espanta-Pardais é unanimemente aclamado como a maior obra infantil da literatura portuguesa do século XX. A procura que tem tido, a multiplicidade de trabalhos escolares que tem gerado, as várias representações teatrais, quer pelos alunos das escolas quer por companhias teatrais, a quantidade de referências que tem suscitado, tudo aponta nesse sentido. A odisseia poética do Espanta-Pardais apostado em ser pessoa real, Maria Primavera e o Pássaro Verde são personagens inesquecíveis, e as suas aventuras na Estrada-Larga ficaram na memória de muitas gerações de leitores.


ESTENDAL DE POESIA

No âmbito das celebrações da 9.ª Edição da SEMANA DA LEITURA 2015 E numa articulação entre a BECRE e o subdepartamento de Português do 2.º Ciclo realizou-se a exposição "ESTENDAL DE POESIA" com poemas inéditos de alunos e mostra de poemas conhecidos da literatura Portuguesa. 

Seguindo a ressonância do famoso Limpa-Palavras de Álvaro Magalhães, os alunos lavaram as palavras, puxaram-lhes o brilho e puseram-nas a enxugar. E o perfume das palavras lavadas espalhou-se pela escola e anunciou a Primavera!


Ler em 11 Línguas

No âmbito das comemorações da 9.ª Edição da Semana da Leitura e numa articulação entre a Biblioteca Escolar e o Departamento de Línguas, realizou-se no dia 17 de março de 2015, a atividade intitulada "Ler em várias Línguas".


Alunos do 3.º Ciclo leram em onze línguas diferentes e um grupo de alunas do 8.º D cantou mesmo em Zulu. A aluna Abigail Tavares viveu na África do Sul onde para além do Inglês aprendeu Afrikaans e um pouco de Zulu que trouxe agora até Sintra e até às suas colegas, que têm também revelado este espírito de abertura ao outro, à vontade de conhecer outras línguas e outras culturas. E este tipo de interação era exatamente o que pretendíamos com esta iniciativa!




A sessão teve também o intuito de sensibilizar os alunos para o plurilinguismo na Europa, cultivar a diversidade cultural e linguística e incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, dentro e fora do contexto escolar. A União Europeia, de que Portugal faz parte, possui um imenso património linguístico: 23 línguas oficiais e mais de 60 línguas regionais ou minoritárias, além das línguas faladas pelas pessoas de outros países e continentes que vivem na Europa. 





De facto, nunca será demais comemorar a diversidade linguística e fomentar a aprendizagem das línguas, sobretudo porque as línguas são um dos fundamentos da construção europeia. De igual modo, numa sociedade tão globalizada como aquela em que vivemos, o domínio de línguas estrangeiras pressupõe mais possibilidades de encontrar um emprego e por conseguinte melhores condições de vida.

Para além da vertente pedagógica que a atividade encerrou - a consciência precoce da diversidade linguística -, a mesma procurou subliminarmente contribuir para a aceitação do outro e o desenvolvimento de sentimentos de tolerância entre povos e culturas em redor de um bem precioso que não conhece fronteiras geográficas ou linguísticas: a leitura!

A BECRE D. CARLOS I apresenta ainda os seus parabéns aos alunos participantes: 

Língua
Alunos / Turma

 Português

Tiago Martinho e Gonçalo Marcelino_7.º G
Rita Domingos –8.º E
Gonçalo Homem_8.º E
Sofia Batista_8.º E

Crioulo


Wesley Reis_6.º B

Mandarim


Lei Ji_8.º F

Alemão

Malte Horn_8.º F

Moldavo

Medina Globa_8.º B

Castelhano

Tiago Domingues_8º B
Noemi Henriques_8.º D


Árabe

Nayma Assanali_8º A


 Russo


Tiago Sobchenko Ferreira_8.º A

Zulu

Abigail Tavares_8.º D
Madalena Matos_8.º D
Madalena Abade_8.º D
Eduarda Rocha_8.º D






Francês

Mafalda Raio e Tomás Rodrigues_8.º B
Pedro Rodrigues e Alexandra Parracho_8.º C
Joana Silva e Madalena Matos_8.º D  
Tiago Martinho e Gonçalo Marcelino_7.º G


Lídia_7.º D
Margarida_7.º D
Rita Gaspar_7.º D
Manuel_7.º D
António_7.º D


Inês Lourenço_9.º D
Diogo Guerreiro_9.º D



Inglês

Rodrigo Peraboa_8.º D
Abigail Tavares_8.º D
Madalena Matos_8.º D
Fábio Tavares_8.º D
Pedro Farias_9.º E



segunda-feira, 16 de março de 2015

LENDAS E POEMAS COM O 5.º C e D

Nos dias 16 e 20 de março de 2015 e no âmbito da Semana da Leitura e da responsabilidade da Professora Leonor Firmino , os alunos das turmas C e D do 5º ano, pela mão da  Professora Leonor Firmino, apresentaram textos narrativos, nomeadamente lendas, e declamaram poemas de autores portugueses na Biblioteca Escolar. A turma do 5.º C contou ainda com a participação de um representante dos Encarregados de Educação da turma. 













FERNÃO CAPELO GAIVOTA

No âmbito das atividades da SEMANA DA LEITURA e sob a orientação da Equipa da BECRE D. CARLOS I, realizaram-se duas sessões de promoção da leitura para as turmas do 6.º A; 6.º C;  6.º D; e 6.º F, que tiveram como pano de fundo as aventuras de Fernão Capelo Gaivota, o romance intemporal de Richard Bach de 1970 que foi publicado originalmente nos Estados Unidos com o título de "Jonathan Livingston Seagull — a story".


Uma gaivota de nome Fernão decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar. A história desenrola-se sobre o fascínio de Fernão pelas acrobacias que pode modificar e em como isso transtorna o grupo de gaivotas do seu clã. É uma história sobre liberdade, aprendizagem e amor!



SINOPSE: 
Havia, no Bando, uma gaivota especial, muito diferente das outras. Buscava a perfeição, queria voar sempre mais alto e mais rápido... Mas, para o Bando, isso era uma irresponsabilidade intolerável. A história maravilhosa da única gaivota que sabia que todas as aves são livres, mesmo que não tenham consciência disso...


O livro que deu origem ao belíssimo filme com banda sonora de Neil Diamond.










Plano Nacional de Leitura


Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Concurso de Escrita Criativa da Semana da leitura


Concurso de escrita criativa d. carlos i from Sandra Pratas


Eis os textos vencedores: 

Até as tuas palavras me alcançarem
de Mafalda Montoito, aluna do 9.º ano




          A queda torrencial da chuva acompanhava tristemente as lágrimas que dos olhos escorriam. As almas, perdidas no tempo com a mágoa, hipócritas, nem se apercebiam da minha figura até se lembrarem de que eu era a sua última esperança como futura rainha de Mirai (*). Com o falecimento do anterior rei, também meu pai, apenas sobrava um reino suportado por memórias que a ele se agarravam pois o passado era a única esperança que segurava o futuro. Antes de falecer, deixando lentamente cair o futuro nas minhas mãos, as mais improváveis palavras por ele foram ditas, e ficando sem entender o significando daqueles últimos sussurros, meu pai dissera-me: “Sem boas intenções, nunca boas são as ações e se as boas vozes não forem ouvidas, nunca as boas palavras serão ditas.” Parecendo-me que já não dizia coisa com coisa, acreditara que estas estranhas palavras não salvariam o reino que estava prestes a cair com a guerra dos tempos.
          As pétalas de cerejeira caíam das árvores sem destino nem esperança. Deixavam-se levar pelos ventos que as apanhassem e, cobrindo a varanda de madeira de várias tonalidades de cor-de-rosa e vermelho, as pétalas acabavam sempre por cair à minha frente, imóveis e serenas, de alma entregue a qualquer um. O desespero que surgia dentro de mim tornava-me velha e doente. Odiava-me pela minha ignorância, ou melhor, pela minha incapacidade de não poder salvar o que a mim me pertence. Nem mesmo os avisos do futuro mudavam o presente, ou pior, o que já era passado. Assim, com o egoísmo presente, agora passado e, eventualmente futuro, nada podia fazer. A humanidade estava tão corroída… tão cega… como poderiam os deuses salvar quem não quer ser salvo? Mas quando tudo estivesse perdido eu não poderia matar a saudade como me mataram a esperança.
          Há medida que o céu escurecia, e o sol, no imenso azul se afogava, as águas refletiam a minha face como se vissem através da minha máscara repleta de indiferença.
- “… Nunca as boas palavras serão ditas…” – Respirei fundo, como se a falta de oxigénio interferisse com o meu raciocínio e, sem contar o seu número, atirei as pedras que apanhara o mais longe possível, esperando que miraculosamente um sinal me indicasse como entender as palavras que me acorrentavam à mais profunda e triste lembrança de meu pai. – Que vozes? Das pessoas? Dos Deuses?
- As tuas… - Uma voz familiar aproximou-se trazendo a segurança firme e sólida nas suas palavras. – As tuas vozes, que te dizem?
          Ao voltar-me para trás apercebi-me de que ninguém ali estava. Era plena noite e a brisa fria refrescava-me a alma como se há muito não fosse purificada. A fresca noite despertava a curiosidade em mim, perguntando-me quem me teria dito tais palavras que, de certa maneira me faziam refletir sobre mim própria… Há medida que os segundos passavam, o mistério perdia a sua importância e a rápida reflexão que fizera fez-me compreender que os pensamentos negativos cercavam a minha mente como uma vedação indestrutível. “… Se as boas vozes nunca forem ouvidas…”, “…As minhas vozes…”. 
Tão poucas palavras lembravam-me que a esperança era a melhor arma numa guerra, e o meu falhanço devia-se à escassez de luz na escuridão. Como dona do futuro, era essa a minha maior arma.
          O futuro tornara-se passado. Dos últimos cinco dias já a história havia sido escrita, e, fechada numa sala a pensar, observava o passado e o presente, acreditando que nada do futuro seria destino marcado e que, com as minhas duas mãos que suportavam mil e um corações, o mudaria para sempre. Nas minhas bolas de cristal observava a beleza do ser humano tanto como os infinitos defeitos do homem. O erro era sempre o mesmo: a mentira construía uma mascara de ferro onde a razão não podia chegar. E, apesar de as tuas palavras me alcançarem, querido pai, como as faria chegar a eles? Com a ajuda da minha consciência rezava ao deuses que me levassem ao presente, onde poderia, com os meus próprios olhos, enfrentar a atual guerra. 
           A surpresa não me atingiu da maneira que esperava. Talvez por conhecer o futuro achara que o presente ainda tinha muito que cair mas mesmo assim, dos cinzentos céus ergui a cabeça como se o amanhã ainda estivesse longe. As almas não tinham desaparecido por completo mas, escondidas, difíceis eram de encontrar, e um simples toque de amor não as faria florescer outra vez. Abandonando o futuro destinado, caminhei em direção à estrada que imaginara e, num mundo ainda por sarar, havia muito a mudar. Mas com a ajuda da minha esperança iria arranjar maneira de as tuas palavras o presente alcançarem. 
         Espera por mim meu pai, num futuro onde o céu estará limpo e pronto a brilhar. Até todos serem livres eu estarei aqui para os relembrar de que as almas, juntas, no mais infinito escuro brilharão...
          

(*) “Mirai”: Palavra japonesa para “futuro”



Palavras do Meu Mundo
do aluno Marco Duarte Pinto

         Família, Habilidade, Atitude, Tempo, são as palavras do meu mundo. 
       Família, é quem tu escolhes para viver. Família é quem tu escolhes para ti, e não é preciso ter conta sanguínea. É preciso ter sempre um pouco de sintonia. A arte de ser feliz está nos limites que se colocam a si próprio.
  Habilidade é o que tu és capaz de fazer. A motivação determina o que tu fazes.
      Atitude determina o quanto bem tu fazes. Uma boa perspetiva consegue-se com experiência, e experiência consegue-se através de mais perspetivas. Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje. Se tens que comer um sapo, não fiques a olhar muito para ele, e se tiveres que comer mais que um, começa logo pelo maior. Para além da nobre arte de fazer com que as coisas sejam feitas, existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida está na eliminação do não essencial. Nada é mais difícil e requer mais personalidade do que dizer um não de forma clara e sonora. Os meus interesses e motivações, as competências profissionais, a minha formação, os pontos fortes e fracos, tudo a vida me deu.
       Tempo! É o jeito que a natureza deu para não deixar que tudo acontecesse de uma vez só. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme, e persistente, ilusão. Cada segundo que passa é um milagre que jamais se repete. Qualquer tempo é tempo. Na hora mesmo da morte, é hora de nascer. Nenhum tempo é tempo bastante para a ciência de ver e rever. Tempo, contratempo, anulam-se, mas o sonho resta de viver. Não podes dar mais dias à tua vida mas podes dar mais vida aos teus dias. Os únicos ladrões a quem a sociedade perdoa são os que nos roubam o tempo.    
          Sou mais transparente do que pensas, sou mais feliz do que sou e não me acomodo naquilo que não sou.



Palavras do Meu Mundo
Maria Fernandes, n.º 11 do 6ºB

Palavras do mundo … há muitas, até aquelas feias, ofensivas e desagradáveis das quais ninguém gosta!
Palavras do meu mundo só tenho cinco: Amizade, Felicidade, Honestidade, Fraternidade e Igualdade. No meu mundo, claro! Porque neste mundo quase não existem. Só existem no mundo daqueles que sabem aproveitar todos os momentos e usam palavras que ao dizê-las, até as saboreamos.
Línguas diferentes, palavras iguais.

Somos Palavras  

 Mafalda Ferreira do 4.º A




O meu Mundo é como uma só palavra. Lá somos todos unidos, assim como as letras se unem para formar uma só palavra.
O meu mundo é uma palavra e essa palavra é… palavra. Somos “palavra”, interagimos por palavras.
Se não existissem palavras para que servia o mundo? Para falar não seria, mas para viver talvez, mas viver sem palavras é como não viver.
No meu mundo, há palavras em todo o lado, na água, na terra e até no ar, mas principalmente dentro de cada Fling. Os Flings são criaturas que existem no meu mundo. São pequenas criaturas que se enchem de alegria quando cada bebé nasce. A função deles é ensinar-lhes a falar. Conforme as personalidades de alguém, vão-se adaptando e mudando. Há Flings animados, raivosos, mexidos, calmos…
Numa viagem pelo meu mundo, descobri que “palavra” não é o mesmo em cada país. Em inglês é word, em francês é mot, em espanhol é palabra, em italiano é parola, em romeno é cuvânt e em latim é verbum. Mas, apesar de se escrever e ler de outra forma, o seu significado é sempre o mesmo, porque só assim se comunica.
As palavras têm uma espécie de poder, porque tanto servem para discursos, como para letras das canções, televisão, rádio… mas principalmente nos corações. Sem coração não se tem nada a dizer, e sem nada a dizer não haveria nada. Essa é a razão por que as palavras têm “poder”, mas na realidade, somos nós, as pessoas, que temos poder sobre elas. Se não usarmos palavras, para que servem elas?

O meu mundo é tudo, pois, se sem palavras não há nada, o meu mundo é tudo, porque o meu mundo sou eu e toda a gente, é alegria e tristeza, raiva e calma, é palavras e palavras porque palavras são palavras e não tem outro significado a não ser O MEU MUNDO!

sábado, 14 de março de 2015

D. Carlos para para Ler dia 16 de março de 2015 das 9.15 às 9.30h



Dia 16 de Março, pelas 9.15h: Proposta de leitura e reflexão em sala de aula sobre um texto alusivo ao tema                     “ Palavras do Mundo”.



Pretendeu-se que à mesma hora e em todas as Escolas do Agrupamento D. Carlos I, crianças e adultos se dedicassem à fruição do prazer da leitura, assinalando-se também de forma simbólica o início da 9.ª Edição da Semana Nacional de Leitura.




Foi solicitado pela BECRE D. CARLOS I a todos os Professores e Educadores que dedicassem este período à leitura e reflexão em sala de aula sobre a importância das palavras a partir de uma leitura de um texto que considerassem pertinente.


 A Biblioteca Escolar apresentou ainda as seguintes sugestões de leitura:


3.º Ciclo: 

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio...» E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

         In Livro do Desassossego por Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa


2.º Ciclo: Citações sobre a palavra

Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma.
Pessoa , Fernando

Toda a minha vida olhei as palavras como se as estivesse a ver pela primeira vez.
Hemingway , Ernest

As palavras são um remédio para a alma que sofre.
Ésquilo

As palavras são a mais poderosa droga utilizada pela humanidade.
Kipling , Rudyard

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade
Hugo , Victor

As palavras salvaram-me sempre da tristeza.
Capote , Truman

Vida e poesia se comunicam através de túneis de palavras.
Bomfim , Paulo

As palavras não significam nada se não forem recebidas como um eco da vontade de quem as ouve.
Bessa-Luís , Agustina


Não importa o que tenhamos a dizer, existe apenas uma palavra para exprimi-lo, um único verbo para animá-lo e um único adjectivo para qualificá-lo.
Maupassant , Guy

A palavra, por mais contraditória que seja, preserva o contacto: o silêncio isola-o.
Mann , Thomas


Os factos devem provar a bondade das palavras.
Séneca



Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola.

Goethe , Johann


Toda a palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada.
Beckett , Samuel


As acções são a primeira tragédia da vida, as palavras são a segunda. Sem dúvida, são as palavras a pior tragédia. As palavras são impiedosas.
Wilde , Oscar


Muitas palavras não indicam necessariamente muita sabedoria
Mileto , Tales


O mal que algumas palavras têm não é o que significam directamente. O mal são as conotações. Nós dizemos «espiritualidade», dizemos «espírito», que não sabemos o que é. É que ninguém pode apresentar uma definição de «espiritualidade» que seja convincente. Tenho a impressão de que as palavras atrapalham muito.
Saramago , José

Homens de poucas palavras são os melhores homens.
Shakespeare , William


Nenhum espelho reflecte melhor a imagem do homem do que as suas palavras.
Vives , Juan

Só as palavras contam; o resto é tagarelice.
Ionesco , Eugène


E uma vez lançada, a palavra voa irrevogável.
Horácio


As palavras são o muro de pedra e cal a fechar o horizonte infinito das grandes ideias claras.

Espanca , Florbela


As palavras são como uma abóbada sobre o pensamento subterrâneo.
Renard , Jules


A palavra tem muito mais força para persuadir do que a escrita.
Descartes , René



Palavras que vêm do coração entram no coração.
Textos Judaicos
Moses Ibn Ezra

Pelas palavras pronunciadas pelo homem você poderá saber quem ele é.

Textos Judaicos
Zohar


A magia da linguagem é o mais perigoso dos encantos
Bulwer-Lytton , Edward



1.º Ciclo: 


Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 

Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 

(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 

Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' 




Com Fúria e Raiva

Com fúria e raiva acuso o demagogo 
E o seu capitalismo das palavras 

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada 
Que de longe muito longe um povo a trouxe 
E nela pôs sua alma confiada 

De longe muito longe desde o início 
O homem soube de si pela palavra 
E nomeou a pedra a flor a água 
E tudo emergiu porque ele disse 

Com fúria e raiva acuso o demagogo 
Que se promove à sombra da palavra 
E da palavra faz poder e jogo 
E transforma as palavras em moeda 
Como se fez com o trigo e com a terra 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas" 



A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro. 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 

Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 

Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera' 




Pré-escolar: 

Gosto do Jardim-de-Infância

Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso brincar
Fazer lindas construções
Depois tudo desmanchar.
Ouvir histórias e canções
Depois ser eu a contar…
Correr, saltar e jogar
Conversar e partilhar…
Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso pintar
Das cores que me apetecer
Posso cortar e colar
Fazer prendas para oferecer
Dar passeios, fazer rodas
E dançar até querer!
Ensaiar quando há festas
Para tudo correr bem…
Nesse dia sou artista
Para o pai e para a mãe…
Gosto do Jardim-de-Infância…
É difícil de entender?
Tenho cá os meus amigos,
Muitas coisas para fazer!

CUSTÓDIO, Lourdes, "No Jardim de infância", Ambar, Colecção giroflé